A faiança de Coimbra é pintada á mão sobre barro cozido podendo ser vidrado opaco e posteriormente pintada e cozida, o mais comum é a pintura sobre chacota levando uma cobertura de vidro transparente e vai ao forno a uma temperatura superior a 1000 graus. De pintura muito trabalhada com desenhos minuciosos, cópias dos séculos XV, XVII e XVIII, onde predomina o azul-cobalto, é das faianças mais conhecidas e apreciadas em todo o mundo.

A primeira fábrica de faiança de Coimbra existia no séc. XVII no Terreiro da Erva no centro da cidade de Coimbra. Alguns originais dessa fábrica encontram-se no museu Machado de Castro nesta cidade.

A Fábrica Rossio de Santa Clara – Coimbra, fundada pelos Mestres Domingos Vandelli e Manuel Costa Brioso em 1784 foi a mais conhecida fábrica de faiança de Coimbra.

Em 1886 existiam 11 fábricas de cerâmica em Coimbra onde se produzia a faiança ratinho, que era uma louça mais barata e a faiança de Coimbra que ainda hoje é muito conhecida.

Apesar do encerramento das maiores fábricas de faiança de Coimbra, esta arte tem continuidade nas pequenas oficinas existentes em Coimbra, Ameal e Condeixa.

A oficina A. M. Domingues foi fundada em 1990 no lugar de Ameal concelho de Coimbra. Tem participado em feiras e exposições em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Itália e Brasil e exportado para vários países da Europa, para os Estados Unidos, Brasil e Macau. Tem peças expostas no museu D'el Cântir em Barcelona e museu do Urinol em Ciudad Rodrigo e museu de Oleiros em Corunha Espanha.

Faz parte das Rotas da Cerâmica desde 2004, dispõe de sala de exposição e sala de formação.

A Faiança de Coimbra


Foi através da olaria que se começou a fazer faiança de Coimbra durante muitos anos utilizou-se barro vermelho, mais recentemente começou-se a utilizar barro branco.


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